Loading...

E "prontos"!

Fiz birra e também criei um blog.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A Louca II

A louca faz tantas perguntas ao tempo, porque não entende o tempo. O tempo que passou e que não aproveitou, o tempo que corre agora e que é "tão pouco bom" e o tempo que está para vir que não augura nada de bom.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Saudades

Hoje bateu-me a saudade!
Não sei porquê hoje em especial, mas a verdade é que as saudades hoje estão especialmente dolorosas.
Tenho saudades da vossa força, dos vossos conselhos, dos vossos carinhos, da vossa presença das vossas palavras sábias.
E as saudades que eu continuo a ter das tuas mãos, mãe? Se fizesses ideia, de como tenho saudades das tuas mãos fortes e meigas, dos teus braços sempre abertos para aquele abraço reconfortante.
E de ti pai, tenho tantas saudades de ti, da tua meiguice, da lágrima ao canto do olho sempre que me reencontravas e aos teus netos, que tentavas disfarçar. Ainda não entendi porque fizeste o que fizeste, mas pelo menos já aceitei.
E tu mãe que não chegaste a conhecer o teu neto. Mas ele conhece-te. Porque apesar de só ter três anos, quando me pergunta quem é aquela senhora bonita na fotografia, eu faço questão de lhe dizer quem és. Ias adorá-lo, se o conhecesses, está naquela fase traquina que tu adoravas nos miúdos.
A vossa menina, vossa neta, não precisa que lhe construam as memórias, ela tem-vos sempre presente. Fala imensas vezes dos dois, sempre com carinho, sempre com saudades.
E hoje, não sei porquê eu não consigo conter as lágrimas, hoje acordei com vontade de vos abraçar, de me aninhar no vosso colo, e não posso...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A LOUCA

O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo como tempo o tempo tem. O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo como tempo o tempo tem. O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo como tempo o tempo... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo como tempo o... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo como tempo... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo como... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto... O tempo tem tanto tempo como tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo que o tempo tem... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo que o tempo... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo que o... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo que... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e o... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem e ... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o... O tempo pergunta ao tempo quanto tempo... O tempo pergunta ao tempo quanto... O tempo pergunta ao tempo... O tempo pergunta ao... O tempo pergunta... O tempo... O...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Queria poder dizer-te que tudo ficou bem, sem mágoas, sem feridas...
Mas não posso porque a dor ainda cá mora e as feridas por vezes reabrem.
Queria poder dizer-te que apaguei tudo o que se passou...
Mas não posso porque ainda não aprendi a apagar selectivamente e se um dia apagar o que se passou apago também o que foi bom e depois não haverá recomeço.
Queria poder dizer-te que já não te amo...
Mas não posso porque o amor continua cá, mais frágil, menos importante, mas continua cá.
Posso apenas dizer-te que estou a tentar e isso é tudo o que tenho, neste momento, para te dar.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Balanço da Férias

Praia: QB
Convívio com as criaturinhas: Bastante
Namoro: QB
Viagens vá para dentro cá fora: Duas - Alentejo e Terras do Bouro (há pois que eu também vou para aquelas sítios fantásticos de turismo rural - Quinta do Sorrilhal - Muito bom).
Viagens para o estrangeiro de fora: zero porque a crise anda por aí.
Petiscos: QB
Borgas: QB
Segunda Feira lá volto para o trabalho, em Setembro há mais.

terça-feira, 24 de maio de 2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Eu gosto de sapatos, não sou doida por sapatos, mas gosto.
Gosto de sapatos de salto alto, clássicos e elegantes, gosto de sandálias, gosto de sabrinas...
Mas não percebo muito bem a fixação que algumas mulheres têm por sapatos ou, mais exactamente, por marcas de sapatos.
Ainda me custa mais perceber como é que a mesma mulher consegue gostar, simultâneamente, de uns "Louboutin" e daquelas coisas de plástico conhecidas por "Melissas".
Os primeiros são sapatos - são feitos com bons materiais são (quase sempre) elegantes, é verdade que com o preço exorbitante que têm, não vou ter nenhuns nos próximos... digamos 10 anos, e é verdade também que podiam mudar de nome porque "Louboutin" faz-me sempre lembrar lobotomia, mas são sapatos, bons sapatos.
Já as "Melissas" são pedaços de plástico em forma de sapato quase sempre com cores "pirili" a um preço também elevado tendo em conta o material. A única diferença entre umas "Melissas" e umas sabrinas de plástico aos buraquinhos compradas no chinês ou em qualquer mercado de rua é, na minha opinião, a marca. Ah! E o preço claro.
Ora expliquem-me como é que uma mulher louca por sapatos consegue ter no mesmo armário (ai desculpem, não é armário é "closet") uns "Louboutin" a coabitar com umas "Melissa" mal cheirosas (sim porque sapatos de plástico cheiram mal).
Não entendo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Do amor

Ele olhou para ela, encostou a sua à face dela, fez-lhe uma festa e com a sua voz meiga - voz fininha e mimada como é próprio dos seus três anos de idade - disse "amo-te mamã, vou ficar sempre contigo".
E ela sentiu o coração apertado e cheio de ternura e pensou "é por coisas destas que eu ainda vivo", e adormeceu num sono sereno e constante, como há muito não dormia.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Á RASCA

Gosto muito desta nova "Geração à Rasca".
È uma moda não é? Fica bem dizer que se pertence a esta geração, e ir a manifestações e juntar pessoas de todas as idades por uma causa e isto e aquilo...
Mas esta gente que se intitula à rasca, pelo menos os exemplos que eu tenho visto não sabe muito bem o que é estar à rasca.
Estar à rasca é ter um ordenado que se pensava razoável mas que se começa a receber a prestações.
Estar à rasca é estar separada com dois filhos pequenos, pagar as contas e comprar comida no inicio do mês e chegar a dia 15 e não ter um tostão e ter que pedir emprestado para comprar leite, iogurtes e fruta para os miúdos.
Estar á rasca é estar gravemente doente e ter que adiar os exames médicos porque são demasiado caros e este mês o dinheiro não chega.
É não poder tirar baixa, mesmo indo trabalhar cheia de dores, porque se se ficar de baixa o dinheiro a receber é uma miséria.
Estar à rasca é ter 50 cêntimos na carteira e 5 euros na conta, e já não ter pai nem mãe que nos possa ajudar, e ter pão e leite para comprar.
Isso é estar á rasca.
E quem está realmente tão à rasca não foi á manifestação porque teve que arranjar um part-time nada qualificado para poder ficar um nadinha menos à rasca.
Sabem o que vos digo, e desculpem lá a sinceridade:
Vão se foder "Geração à rasca"!!!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Muito bem Sra. D. Morte, fez muito bem em adiar a sua visita.
Quanto a si Sra. D. Doença Grave, não me leve a mal, mas vamos tentar que a nossa relação seja o menos intima possível. Está bem, já me convenci que vou ter que conviver consigo durante algum tempo, mas espero que por pouco tempo e não quero cá intimidades.
Muito honestamente, espero que desapareça da minha vida o mais rápido possível.
Estamos combinadas?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Apetece-me escrever, escrever, escrever...
Mas as palavras não querem que eu as escreva. Pairam no meu cérebro, formam frases e desfazem-nas, estruturam textos mas não me deixam escrevê-las.
Apetece-me muito escrever, escrever tudo e não escrever nada, e no entanto o meu cérebro não deixa.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Da morte

A morte nunca me meteu medo. Ou melhor a minha morte nunca foi algo que temi, brinquei até algumas vezes com ela. Sempre achei que é algo de inevitável, por isso para quê sofrer por antecipação?
Já com a morte dos outros não lido bem, não lido mesmo nada bem. As pessoas que amamos nunca deveriam morrer antes de nós.
Mas, de repente, a morte diz-me"olha afinal eu posso chegar mais cedo, desculpa lá qualquer coisita mas se calhar, vamos ter que antecipar a coisa".
E eu que nunca a temi, estou apavorada!
Pormenores à parte, o certo é que estive sentada em frente a uma equipe de cirurgiões com um ar surumbático, que me disseram "Bom D. tita, vamos fazer o exame x e mais o y, e se o prognóstico se confirmar, vamos ter que recorrer a uma cirurgia para evitar o pior ou, pelo menos, adiar o pior. Mas não se ponha a pensar muito nisto porque também pode não ser nada".
Naquele momento eu gelei, entrei em pânico e pensei que só podia ser uma piada de mau gosto, afinal não sou assim tão antiga, ainda tenho algumas coisas para fazer por aqui, e as minhas criaturinhas que são ainda tão pequeninas, e as viagens que ainda não fiz, os livros que ainda não li, o sexo que ainda me falta fazer, as borgas que ainda quero curtir, os abraços, as pessoas a quem não disse o que tenho para dizer há tanto tempo, e isto, e aquilo...
Estou literalmente em PÂNICO!!!!!!!!
Mas não há-de ser nada.
Dia 28 é já Segunda-Feira e vou saber o resultado dos exames. Apesar do pânico tento continuar com o meu humor negro que sempre me deu forças nas piores situações.
E quero desde já deixar aqui um recado: Senhora D. Morte ou Senhora D. Doença Grave, ainda não estou pronta para vos receber, tenho a casa num caos, nem uns bolinhos tenho para vos oferecer, por isso vão lá fazer outra visitinha, assim para bem longe de mim e dos meus, ok? Fica para a próxima, está bem?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A blogosfera é um verdadeiro antídoto para o mau humor. Há blogues que, apesar de melindrarem muitos autores de outros, são escritos de forma inteligente e com um sentido de humor genial. Ainda bem que (ainda) temos liberdade de expressão.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Coisa "mai" linda o SOL!!!!!!! Hoje o sol teve uma precária, deixaram-no sair da jaula.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

E de repente...
...ela sentiu um fio de água morno a descer pela face, e sentiu o sabor salgado e percebeu que eram lágrimas.
Percebeu que estava finalmente a chorar, e chorou, chorou até as lágrimas se esgotarem, e mais do que aquilo que era visível, ela ficou rouca por chorar por dentro como há muito não chorava.
E, finalmente, exorcizou os seus demónios.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Amigos de infância, de uma infância e adolescência feliz vivida numa pequena mas urbana cidade ribatejana, onde para além do que na escola lhes ensinavam, aprenderam o sabor da vida liberal e cheia de novidades dos anos 80 que os recebeu em plena adolescência.
Ambos trabalham em Lisboa, ambos chegados neste ano aos quarenta embora ela pareça 15 anos mais nova que ele.
Combinaram um almoço, há meses que não estavam juntos. Encontraram-se onde sempre se encontram quando vão almoçar juntos.
Estava um dia gelado, o frio cortava.
Naqueles anos tinham a vida pela frente. Bons alunos disputavam entre si as melhores notas da turma, numa concorrência saudável. Politicamente activos, participavam sempre que podiam nas reuniões da cor política que partilhavam.
Quando ela saiu do escritório já ele lhe ligara, como sempre, ela estava atrasada, chegava sempre uns 10 minutos atrasada.
Quase correu os poucos metros que a separavam do ponto de encontro, pensando como o dia estava bonito. Estava muito frio, é um facto, mas o sol brilhava e, quando está sol, Lisboa é uma explosão de luz. Como estaria o seu amigo, divorciado á poucos meses. Também ela estava separada há cerca de uma semana e, curiosamente, estava muito mais feliz.
Naquela altura havia uma liberdade saudável de que nem todos os jovens beneficiaram, é certo, mas que eles tiveram a sorte de ter. Sempre que saiam com o grupo de amigos que partilhavam, no final da noite só restavam eles. Já sabiam que iam ficar sozinhos, por isso ansiavam por esse momento. Quando por fim só estavam os dois, não discutiam onde ir, já sabiam que iriam aquele bar meio clandestino que só fechava às 3 da manhã, fumavam um charro, ouviam a música que ambos gostavam, falavam dos livros que estavam a ler, das novas pessoas que cada um tinha conhecido, dos projectos para o futuro... Depois iam dançar e, já de madrugada, 7 ou 8 da manhã ele levava-a a casa e seguia para a sua.
Ela chegou. Mas onde estava ele? Ah! Lá estava ele dentro do centro comercial: "Estava muito frio para esperar lá fora" justificou-se ele debaixo do seu sobretudo cachecol e fato de Inverno, tudo de bom corte. Ela sorriu, beijou-o e respondeu-lhe que também tinha frio mas que o dia estava tão bonito que até apetecia andar na rua.
Foram os dois para a faculdade de Economia, ele para Lisboa, ela para Coimbra. Ele queria ser ministro das finanças, ela queria trabalhar numa empresa multinacional, fora de Portugal que se estava a tornar demasiado pequeno para si.
E a amizade continuou e, mesmo quando algum ou ambos namoravam, essa amizade estava acima de tudo.
Sentaram-se no restaurante e conversaram. ela falou em como estava feliz por ter terminado, ou melhor adiado, um relação que a estava a sufocar, como estava feliz porque sem o ex-companheiro tinha mais tempo para si e para os filhos, como voltara a sentir a liberdade que sempre precisou para viver feliz.
Ele falou-lhe nos termos legais do seu divórcio, de como tinha pena que estivesse tanto frio porque assim, quando estava com o filho não podia sair com ele não fosse a criança constipar-se.
Durante a faculdade na altura da Queima das Fitas lá ia ele ter com ela a Coimbra para uma semana de borga e, na Semana Académica de Lisboa, fazia ela o percurso inverso.
Aos fins de semana mesmo quando já ambos tinham "daqueles namoros sérios" arranjavam sempre tempo para estarem juntos.
Esqueceram-se das horas, seria melhor pedir as sobremesas e, enquanto saboreavam os crepes com gelado, ela falou-lhe de como gostava ainda de sair e de borgas, de como pelo menos uma vez por mês deixava os filhos com alguém para ir para a folia e dos jantares que fazia em casa quando tinha consigo os filhos, sempre gostara e ainda gostava de juntar os amigos em casa, em jantares bem regados e divertidos.
Ele falou-lhe de como tinha saudades de borgas e até desses jantares com amigos, porque com o filho era difícil.
Nas férias de Verão iam acampar, cada um com a sua tenda (nunca tiveram desejo um pelo outro ou se o tiveram sempre o esconderam pois sabiam que a amizade que os unia era mais importante do que uma noite de sexo), e quando nesses dias loucos de férias, algum "engatava" alguém o outro respeitava e afastava-se.
Eram realmente muito amigos.
Ela meteu-se por caminhos sombrios e ele esteve sempre do seu lado, mais tarde quase no final do curso ela desistiu da faculdade, chegara à conclusão que não era aquilo que queria e, quanto à política, há muito tempo que já se tinha afastado - demasiados jogos sujos para a sua natureza idealista.
Ele terminou a faculdade com boas notas e embarcou num mestrado que concluiu também com excelentes resultados. Quanto à política, após ter sido eleito para um lugar no parlamento, aceitou a proposta de trocar esse lugar por um emprego estável e bem remunerado num alto cargo da função pública. O candidato do seu partido que ficara logo atrás dele tomou assento no parlamento. Foi aí que também ele se desiludiu com a política e pela primeira vez, sentiu que se estava a vender.
Enquanto tomaram café ela contou-lhe como gostava do seu trabalho, que apesar de não ter sido o que sonhava enqunto miúda gostava do que fazia, da responsabilidade que tinha, de apesar de nem sempre viver desafogada, ter um bom ordenado.
Ele "Sr. Inspector Geral de Finanças" falou com amargura do mau ambiente de trabalho, de como gostava cada vez menos do que fazia apesar de ter um excelente ordenado. De como tinha deixado de fazer Párapente e outras actividades radicais que praticara porque não era bem visto no ambiente de trabalho conservador que o rodeava.
Ela um dia cortou amarras, amava os pais, mas queria viver sem a sua interferência, veio viver sozinha para Lisboa, arranjou um emprego e outro, e outro, e outro, e finalmente o actual. Não regressou à faculdade mas, como autodidacta que sempre fora, foi sempre adquirindo conhecimentos variados. Juntou-se, casou-se, separou-se, voltou a juntar-se e estava novamente separada. Chegara finalmente à conclusão que não fora feita para ter marido ou companheiro permanente, é muito mais feliz assim.
Ele casou uma vez e durante 14 anos aguentou um casamento em que não foi feliz, só para manter as aparências.
Enquanto esperavam pela conta ele falou -lhe das voltas que a vida dá. Estava triste, amargurado. Ela disse-lhe bem disposta "tens que aprender a trocar as voltas à vida".
Ele respondeu-lhe "mas tu nunca te acomodaste sempre arriscaste, eu desde que me tornei adulto deixei de arriscar, deixei de dar valor às pequenas coisas"
Ela deu-lhe um beijo terno na face e disse-lhe que estava sempre a tempo de mudar, de arriscar.
Ele comoveu-se e disse-lhe como lhe fazia bem a sua companhia, como era bom ver que ela continuava com aquela loucura saudável que ele tanto admirava.
Veio a conta, despediram-se, combinaram novo almoço para o próximo mês e foi cada um para seu lado.
Ela pensou "quem me dera poder dar-lhe um pouco de alegria, poder restituir-lhe o brilho que o olhar dele tinha antes" .
Ele pensou "faz-me bem estar com ela, se ela soubesse como nestas duas horas me permitiu ser um pouco aquele "puto feliz" que outrora fui ."

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

E então? Já acabou a euforia...?

E a árvore e os presentes e os postais e a comida e as decorações fantásticas que só se usam nesta altura, porque no resto do ano é brega, parece que ficaram esquecidas ou que ninguém limpou a casa desde o natal?

E olhem que eu até recebi presentes de que gostei, se bem que gostaria deles em qualquer altura do ano, portanto não pensem que estou despeitada, e até dei seis presente (aos meus dois filhotes e aos meus sobrinhos que são crianças e não têm que levar com os meus "maus fígados").

Ainda não?

Ah! Agora é o balanço do ano que se finda e os desejos para o próximo.

Pois!!!!

Então até para o ano, até para aí dia 6 de Janeiro.

Ou não, sei lá, pode apetecer-me cagar postas de pescada antes disso

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Não sei se já disse isto mas ESTOU FARTA DO NATAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Natal amargo

Por todo o lado se nota a euforia do natal. São as montras e as ruas enfeitadas, são as caixinhas decoradas com motivos natalícios nos balcões do cafés para a moeda da praxe para o natal dos empregados.
São as listas de prendas que se desejam, perdão as "wishlist", que isto com estrangeirismos dá sempre um ar mais chique, são as roupas já compradas com muitos prateados e dourados a condizer com a "fantástica" mesa da ceia de natal e com o "fantástico" reveillon que se vai ter.
E claro, há que referir que já se contribuiu para o Banco Alimentar Contra a Fome e que se compraram imensas lembranças marca UNICEF e até que já se deu um singelo donativo para a Ajuda de Berço, assim sempre se alivia a culpa por tanto se esbanjar numa data tão efémera.
Não quero de forma nenhuma criticar quem tem este tipo de comportamento. Concorde ou não com ele, quem sou eu para fazer julgamentos e ninguém tem culpa que este ano o natal tenha para mim um sabor a fel.
Só que já não tenho pachorra para tanto histerismo e juro que a próxima pessoa que me vier falar de como vai ser maravilhosa esta época, ou que me venha mostrar mais um dos mil e um presentes que já comprou para as crias, o marido ou companheiro, a mãe, o pai, os irmãos, os tios, a avó a, a empregada (dar um presente à mulher a dias, desculpem, empregada doméstica é o cúmulo do chique), ao cão, ao gato... Vai ficar a flar sozinho, porque antes que eu tenha um ataque de fúria, o melhor mesmo é afastar-me.
Eu por mim só desejava mesmo adormecer hoje e acordar depois das festividades.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Por todo o "universo blogosférico" começa a euforia natalícia, começam a aparecer listas de presentes que se desejam, balanços anuais das vidinhas dos autores e resoluções para 2011 - o que vão fazer, o que vão deixar de fazer.
Começam também a aparecer os programas para os reveillons, uns, como não podia deixar de ser, tão fantásticos como os fantásticos donos dos blogues, outros mais simples e quiçá mais credíveis.
Eu não consigo alinhar nesta onda natalícia.
Presentes gosto muito de receber, mas não gosto de os escolher, acho que têm mais valor se a pessoa que mos oferece perde um pouquinho do seu tempo a pensar no que eu gosto ou no que me irá fazer feliz.
Também gosto muito de oferecer mas, infelizmente, neste natal não vou poder oferecer nada a ninguém - nem aos meus filhos. Mas em contra partida vou encher de mimos as pessoas que amo - filhos, restante família e amigos - vai ser esse o meu presente para todos.
Balanço do ano que se finda...? Não vale a pena, já está a acabar, agora é olhar para a frente, para o novo ano que ai vem.
Projectos para o próximo ano...? Para quê? A maioria das vezes não passam mesmo disso, raramente se põem em prática.
Cheguei a uma altura da vida em que prefiro viver um dia de cada vez. Que interessa planear a vida ao minuto se a nossa vida não depende apenas de nós mas é cada vez mais condicionada por factores externos sobre os quais pouca ou nenhuma influência temos.
Quanto ao Reveillon, quero apenas passá-lo envolvida em vapores etílicos, que é como quem diz, com uma grande bebedeira, de preferência em casa e sozinha, porque este ano não me apetece mais nada senão uma casa e um pijama quentinho, sem filhos, companheiro, outro qualquer membro da família ou amigos, algumas garrafas de um bom vinho e um bom champanhe e está feito.